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Comece algo que faça a diferença

Blake Mycoskie

Blake Mycoskie

Conheça a incrível história de Blake Mycoskie, fundador e CEO da TOMS Shoes, empresa que doa sapatos, óculos, água, materiais para parto e treinamento para reduzir o impacto do bullying nas escolas.

Tudo começou em 2006, quando Blake tirou uns dias de férias para visitar novamente a Argentina. Dessa vez para dançar tango, jogar polo e beber Malbec. Sua primeira visita àquele país foi em 2002, quando participou do programa The Amazing Race da CBS e perdeu o prêmio de 1 milhão de dólares por apenas 4 minutos de diferença para o primeiro colocado.

Nesta última visita, Blake notou que muitos argentinos usavam Alpargatas, não importando o nível social e nem o ambiente: jogadores de polo, estudantes, cidade, fazenda, baladas etc.

Mas será que as Alpargatas teriam mercado nos EUA?

Esta foi a primeira pergunta que veio à cabeça, pois naquela época Blake estava envolvido em sua quarta startup. Um empreendedor nato! Entretanto, aquela viagem era para diversão e não para trabalho.

No final da viagem ele conheceu um projeto voluntário de doação de sapato para crianças carentes. A completa dependência da boa vontade dos doadores fazia com que este projeto não tivesse fôlego financeiro e nem capacidade de escalar e crescer. Durante alguns dias ele acompanhou os voluntários e visitou dezenas de vilarejos, testemunhando o impacto real – e triste – de como a falta de um sapato afeta a saúde das crianças: dos calos às infecções.

Ele poderia doar dinheiro, pedir ajuda para amigos, parentes e conhecidos, mas… mais cedo ou mais tarde…essa “fonte iria secar”. O projeto precisava mais do que doações casuais. As crianças precisavam de doações constantes. O projeto precisava de um fluxo confiável e constante de financiamento.

Solução: negócios e empreendedorismo! Por que não criar um negócio rentável que ajude a prover sapatos para estas crianças?

“Vou criar uma empresa de sapatos que fará um novo tipo de Alpargatas. Para cada par vendido, vou doar um novo sapato para uma criança que precise”. E assim nasceu a TOMorrow Shoes, a TOMS, com o lema One For One ™.

TOMS - Shoes for Tomorrow

Bandeira da Argentina?

Sem experiência no ramo e sem falar espanhol, Blake e seu amigo argentino Alejo procuraram sapateiros locais e “fábricas” que poderiam produzir as tais alpargatas diferentes. Depois de alguns testes e protótipos, Blake voltou para os EUA com 250 pares.

Ele convidou os amigos para um jantar e contou sobre sua viagem. Falou do tango, do polo, do Malbec, do projeto de caridade e finalmente contou a ideia por trás da TOMS. Bingo! Os amigos adoraram a ideia e naquela noite todos voltaram para casa calçando alpargatas.

Blake conseguiu emplacar o novo tipo de sapato em uma loja chamada American Rag, depois de contar a história da TOMS para o gerente comercial. Naquela ocasião, ele vendia um ou dois pares por dia.

O negócio decolou quando um editor do Los Angeles Times conheceu e publicou um artigo sobre a história da TOMS. Naquele dia ele recebeu 2.200 pedidos! Em pouco tempo a notícia foi publicada na Vogue, Time, People, O, Elle e Teen Vogue.

No final daquele verão, a TOMS ultrapassou a marca de 10.000 pares vendidos. Apenas 9 meses depois de ter a ideia, Blake atingiu o número alvo para volta à Argentina e cumprir a promessa de doação. Ele levou a família, o estagiário que ajudava no despacho dos pedidos, os amigos que apoiaram no início dessa aventura, Alejo e os sapateiros envolvidos no projeto.

Foram 10 dias distribuindo 10.000 pares de sapatos para crianças pobres em diversos vilarejos. A cada parada ele se emocionava. Lágrimas corriam em seu rosto a cada sapato entregue. Choro de amor, felicidade e realização. Ele entendeu o real significado de  “tears of joy”.

Essa experiência mudou a vida de Blake e, com certeza, teve impacto em milhares de crianças na Argentina.

TOMS é mais do que um sapato. É parte de uma história, de uma missão e de um movimento que qualquer um de nós pode participar e ajudar.

O livro conta como é possível ganhar dinheiro, atingir a realização pessoal e fazer um impacto positivo no mundo tudo ao mesmo tempo. É inspirador!

Depois de mais de 1 milhão de pares doados, a TOMS diversificou seus produtos e agora vende óculos, bolsas, roupas, acessórios e até café. De forma correlata, a TOMS também diversificou sua missão. Agora ela doa tratamento ocularágua, materiais para um parto mais seguro e treinamento para reduzir o impacto do bullyng nas escolas. O que mais vem por aí?

Apoie a causa da TOMS comprando um dos seus produtos!

Conheça mais o projeto TOMS Giving Project no TED.

Comece Algo Que Faça A Diferença

Comece Algo Que Faça A Diferença

Comece Algo Que Faça A Diferença – Mycoskie, Blake
Em “Comece Algo Que Faça a Diferença”, Blake Mycoskie conta a história da TOMS, uma das empresas de calçados que mais cresce no mundo, além de partilhar ensinamentos que aprendeu com outras empresas inovadoras como ‘Method, charity-water, Feed Projects e Terra Cycle’. Mycoskie apresenta seis dicas para criar ou transformar sua vida, ou sua empresa – desde descobrir o cerne da sua história, até ser engenhoso sem recursos; de superar seus medos e dúvidas a incorporar o ato de doar em todos os aspectos de sua vida.

Compre o livro “Começe Algo Que Faça A Diferença” na Saraiva.

Foco no produto e não nas vendas

Se o seu produto web ou aplicativo móvel precisa de propaganda intensiva ou de vendedores para vendê-lo, ele não é bom o suficiente. A tecnologia tem que direcionar o desenvolvimento de produto e não na distribuição.

Essa é uma das 4 grandes lições ensinadas por Peter Thiel, em seu livro “De Zero a Um” (“Zero to One“). Peter é cofundador do PayPal, foi investidor anjo de sites como Facebook, Linkedin, Yelp, SpaceX e Airbnb. O moço tem pouco conhecimento não?!

Mas o livro é muito mais do que isso.

Thiel defende a tese de que copiar um modelo já existente é mais fácil do que criar algo novo. E quando o novo acontece, é um momento singular. Ele diz que o próximo Bill Gates não vai criar um sistema operacional. O próximo Larry Page ou Sergey Brin não vão criar um sistema de busca e o próximo Mark Zuckerberg não vai criar uma rede social.

E se você está copiando essas pessoas, não está aprendendo com eles.

Fazer algo que já existe é como você ir de 1 a n, fazendo mais de algo já familiar. Mas toda vez que nós criamos algo novo, vamos do Zero a Um. O ato da criação é singular e o resultado é algo novo e diferente.

Peter diz que somente o investimento em tecnologia pode fazer estes “milagres”.

E ele convida a pensarmos no futuro. Se nossa sociedade não mudar nos próximos 100 anos, o futuro está mais do que 100 anos distante. Se as coisas mudarem radicalmente na próxima década, então o futuro está, neste exato momento, em nossas mãos. Ninguém consegue prever o futuro mas sabemos 2 coisas: vai ser diferente e precisa ser trabalhado hoje.

E o futuro está relacionado com o progresso, que pode ser de duas formas: horizontal e vertical. O progresso horizontal é o modelo de cópia das coisas que funcionam – o tal 1 para n. Já o progresso vertical, que é difícil de imaginar porque requer fazer algo que ninguém ainda fez, é o progresso intensivo, o tal Zero a Um.

Neste ponto ele faz uma analogia interessante: na esfera macro ecoonômica, o progresso horizonal é a globalização. É fazer a mesma coisa em lugares diferentes. Já o progresso vertical é a tecnologia.

E esse é o gancho para contextualizar a bolha da Internet, ocorrida no ano de 1999 e que durou 18 meses. Os anos 90 começou com a queda do Muro de Berlin em novembro/1989. Em meados de 1990 os EUA entraram em recessão e rolou um mal estar até 1994. Naquela época o Vale do Silício era um lugar meio parado e o Japão parecia ter vencido a guerra dos semicondutores.

A Internet mudou tudo isso.

Quando o navegador Mosaic foi lançado, em novembro de 1993, permitiu que pessoas “comuns” pudessem navegar e estar online. O Mosaic virou Netscape no final de 1994 e,  depois de atingir mais de 80% de mercado, abriu capital em agosto de 1995. Na esteira vieram Yahoo, Amazon e centenas de empresas. A valorização dessas empresas era vertiginosa. Era um período doido e insustentável. Até o diretor do FED à epoca, Alan Greenspan, alertou o mercado dizendo que era uma “exuberância irracional“.

No mesmo período o mundo passou pelas crises da Ásia (julho/1997) e da Rússia (agosto/1998). Esta última derrubou a gestão de capital de longo prazo, muito alavancada nos EUA, fazendo o FED intervir. O Euro também não ia bem (U$0.83) obrigando a intervenção do G7. Ou seja, a “velha economia” não estava mais conseguindo lidar com os problemas da globalização e o único porto seguro para investidores era o mercado das dot.com.

O grafico abaixo consegue mostrar a correlação entre estes eventos:

dot.com boom

dot.com boom

A NASDAQ atigiu seu pico em março/2000 (5,048 pontos) quando entrou em ação a “justiça divina contra o otimismo tecnológico”, derrubando as empresas de tecnologia, chegando “no fim do poço” em outubro/2002 (1,114 pontos).

A tecnologia foi demonizada e o foco dos investimento voltou à globalização: BRICs e mercado imobilizário. O que resultou, mais para frente, em uma nova bolha: a do mercado imobiliário.

Segundo o autor, os empreendedores do Vale do Silício que sobreviveram à bolha das  empresas .com aprenderam 4 grandes lições que até hoje servem de guia:

  1. Faça avanços constantes e incrementais em seu produto;
  2. Seja enxuto (Lean thinking) e flexível,  Experimente!;
  3. Melhore o produto da concorrência. Não tente criar um novo mercado prematuramente;
  4. Foque no produto e não nas vendas

É claro que esta 4ª lição, que dá título a este post, precisa ser praticada com parcimônia. As empresas trabalham com metas mensais e anuais. Temos que “matar um leão por dia”. De nada adianta uma estratégia de longo prazo, focada na tecnologia, se o dinheiro não entrar em caixa. Evidentemente que a ajuda de investidores facilita este cenário, mas é bem difícil colocar tudo isso em prática em empresas grandes e constituidas, com o modelo de negócio “tradicional”. Já no mundo das startups…estas lições encontram um campo fértil para “sairem do papel”.

Vou falar mais desse livro nos próximos posts, mas se o texto acima te interessou, recomendo fortemente comprar este livro. É sensacional!


As “.com” são as empresas focadas em tecnologia e que hoje em dia são chamadas de startups.

Peter Thiel fundou a Valar, que é um fundo de investimento para empresas de tecnologia, citada em um post anterior sobre o Airbnb. Ele também criou o programa Thiel Fellowship que critica ferozmente o modelo de ensino dos EUA e que ele chama “bolha da faculdade”. O projeto encoraja e financia jovens a largarem a faculdade para trabalhar em uma ideia ou projeto ambicioso. Falarei desse programa mais para frente.

 


 

Zero to One

Zero to One

De zero a um: O que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do Silício

O que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do Silício não oferece fórmula para o sucesso. O paradoxo de ensinar empreendedorismo é que tal fórmula não pode existir. No livro, o autor revela como construir empresas que criem coisas novas. Apresenta uma visão otimista do futuro do progresso e uma maneira original de pensar sobre inovação: ensina você a fazer perguntas que o levem a encontrar valor em lugares inesperados.

Compre o livro “De zero a um” na Saraiva.

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