Gestor de produtos: empatia, comunicação e gestão do tempo

Livros sobre Gestão de Produtos

Um dos profissionais mais difíceis de serem encontrados hoje em dia são os gestores de produtos. Da indústria de produtos físicos ao mundo web, essa função exige uma diversidade de competências tão díspares que não encontramos formação acadêmica específica para tal.

Steven Haines, um dos maiores especialistas neste assunto, discorre sobre essa falta de formação e treinamento em seus livros sobre Product Manager. Steven diz que a maioria dos Product Managers são formados na própria organização e vêm das equipes de engenharia, marketing e até mesmo de vendas. Apesar de ter escrito livros como “O guia de sobrevivência” e “A Bíblia” dando enfoque a esse tema e de ter citado em seus textos quais disciplinas e conhecimentos julga necessários para essa formação, Steven reconhece que não é simples encontrar profissionais qualificados nesta área. Haines é um dos meus escritores favoritos e seus textos são tão abrangentes que servem para qualquer tipo de indústria.

A indústria de software carece de mais informações, treinamentos e conhecimento sobre gestão de produtos, pois muito do conhecimento atual é baseado em conhecimento tácito, adquirido ao longo dos anos com as boas práticas de mercado e fortemente influenciado pelo Vale do Silício. E aqui cabe uma infinidade de metodologias e frameworks: PMO, Scrum, Kanban, eXtreme Programing, o famoso e bem difundido XGH – eXtreme Go Horse e por aí vai. Evidentemente que nestas áreas atuam diversos teóricos e muitas conferências em que o conhecimento é compartilhado foram realizadas, mas o foco até então era no desenvolvimento ou na execução – e não na gestão de produto em si.

Existe uma “área cinza” entre marketing, vendas e desenvolvimento de software em que as atividades são compartilhadas. E é nessa área que residem as funções de gestor de produto – digo funções pois as atividades podem ser centralizadas em uma pessoa, em mais pessoas ou dividida entre as três áreas citadas. Em algumas empresas há o departamento – ou diretoria – de produtos que tem como objetivo preencher este espaço. Enfim, existem diversas distribuições organizacionais e cenários, mas isto não será o foco deste texto.

Inspired

Inspired

O livro mais interessante que aborda esta área é de 2008 chamado “Inspired How To Create Products Customers Love”, de Marty Cagan, que acumula mais de 20 anos de experiência em gestão de produtos e tem passagens pelo eBay, American Online, Netscape e HP. Considero o livro emblemático nesta área e de leitura obrigatória para todos que trabalham com gestão de produtos de software – principalmente para quem passou ou vai passar pela transição do PMO para o Agile. O sucesso de sua publicação foi tamanho que hoje ele é um dos sócios da Silicon Valley Product Group, consultoria especializada em ajudar empresas de tecnologia a criar produtos de sucesso e atingir os objetivos financeiros.

E no final de 2015 – finalmente – ganhamos um livro nacional que aborda o assunto sob a ótica brasileira e tem esse propósito profissional: ajudar as pessoas a criarem melhores produtos de software. Fruto de quase 30 anos de experiência no ramo de software, de Joaquim Torres – o Joca – também viciado em leitura, natação e escrita.

Trata-se do livro “Gestão de produtos – Como Aumentar As Chances De Sucesso Do Seu Software” da editora Casa do Código.

Livro Gestao Produtos

O que chamou minha atenção foi a quantidade de referências bibliográficas – a escolha da imagem de destaque não foi à toa. Para quem gosta de assuntos relacionados ao tema, é um convite à leitura. É muito legal e gratificante ler um livro nacional sobre gestão de produtos de software cheio de referências relevantes, atuais e permeado de teorias famosas do mundo da Inovação. Acho que é um marco para nossa indústria de software nacional e livros como este devam ser adotados nas faculdades de tecnologia do nosso país.

O livro é dividido em cinco partes e abrange desde as definições básicas da gestão de produtos até onde e como usar suas técnicas na empresa. Ele dá grande enfoque ao ciclo de vida dos produtos e não deixa de abordar o relacionamento entre diversas áreas de uma empresa e a gestão do portfólio de produtos.

Gosto da forma como Joca contextualiza a função da gestão de produtos de software: “É responsável por todos os aspectos do produto, durante todo o ciclo de vida, desde sua concepção até o fim de sua vida, fazendo a conexão entre estratégia da empresa e os problemas e necessidades dos clientes. Deve, ao mesmo tempo, ajudar a empresa a atingir seus objetivos estratégicos e solucionar os problemas e necessidades dos clientes.”.

Nos primeiros capítulos do livro, Torres afirma que o gestor de produto precisa conhecer a tecnologia disponível para que possa propor soluções viáveis, possíveis e desejáveis. Ainda na primeira parte do livro, focado nas definições básicas, ele aborda a principal diferença entre um gestor de produto e o Product Owner (uma das funções descritas nos métodos ágeis – em especial, o Scrum). Enquanto o Product Owner foca bastante no processo (priorização do backlog e maximização da produção do time de desenvolvimento), a função do gestor de produto é totalmente focada no resultado: se o produto está atingindo os objetivos tanto da empresa quanto do usuário. A diferença é sutil, mas os focos são diferentes. Isso não quer dizer que sejam papéis diferentes – e Joca reforça isso no texto.

Para ser um bom gestor de produtos, o autor lista três características principais:

  • Empatia: a capacidade de se colocar no lugar de outra para compreender seus anseios, motivações, necessidades e problemas;
  • Comunicação: o gestor deve ser o porta-voz do produto;
  • Gestão do tempo: saber diferenciar o que é urgente do que é importante.

Além de tudo isso, o gestor de produto ainda precisa se atentar às novas tecnologias, adquirir habilidades de negócio, ter curiosidade aguçada e conhecimento sobre o tema do produto.

No UOL, costumamos falar que o gestor do produto é o CEO do produto. Ou seja, o gestor deve se preocupar com tudo. E o grande desafio é conciliar tudo isso com uma agenda repleta de reuniões para tratar assuntos das mais variadas áreas: time de desenvolvimento, central de atendimento, marketing, problemas operacionais, revisão de forecast, questões jurídicas, cobrança, canais de vendas, churn, régua de comunicação etc.

Em linhas gerais o gestor de produtos precisa liderar sem ter a chefia organizacional formal.

Quando entra na seara do ciclo de vida do produto, Joca recorre às teorias famosas de livros como: Diffusion of Innovations, The Innovator’s Dilemma e Crossing the Chasm para dar uma aula sobre como é a adoção de um software pelos usuários. E todo esse conhecimento é fundamental – e é a base –  para falar sobre as fases de um produto: inovação, crescimento, maturidade e morte.

O autor discorre sobre a diferença entre a receita boa e a má receita, fala sobre as diferenças entre roadmap e backlog e explica algumas técnicas de priorização de roadmap. Gosto quando Joca reforça que é responsabilidade do gestor de produto fomentar o engajamento dos clientes – teoria explicada no livro “Hooked: How to Build Habit-Forming Products” de Nir Eyal. Neste livro o autor explica algumas estratégias para fazer lock-in do cliente por meio de APIs, incentivo ao uso, treinamento, dados históricos de uso e integração com outros produtos – mais uma ótima referência de leitura.

Joca ainda aborda diversas métricas que um gestor de produto deve acompanhar e destaca algumas: o churn (valor percentual da razão entre a quantidade de clientes que cancelou no mês sobre o total de clientes do último mês), CAC (Customer Acquisition Cost) que diz quanto custa adquirir um cliente, o LT (Lifetime) que é o tempo de vida em que o usuário é seu cliente e o LTV (Lifetime Value) que é o valor total que o cliente paga durante todo o tempo como cliente.

O autor ainda faz um alerta sobre o risco de tomar decisões baseadas apenas em “Data driven”, ou seja, o número pelo número. O risco aqui recai sobre se a amostra é significativa e representativa da população. Além disso, é importante avaliar se as variáveis são corretas e relevantes para evitar os “ótimos locais”, que são melhorias pontuais, mas que escondem possíveis “ótimos globais”, que trazem ganhos substanciais por meio de mudanças mais radicais. Para evitar isso, Joca recomenda a adoção baseada em “Data-informed”, que é a utilização das métricas citadas acima junto à experiência, à intuição, e todo conhecimento qualitativo do produto. Ou seja, métricas são um meio e não o fim para obtenção de resultados e do objetivo.

Em Deus nós acreditamos. Todos os outros devem trazer dados. – William Edwards Deming

Uma métrica que recebe destaque no livro é o NPS (Net Promoter Score), conceito divulgado por Fred Reichheld no seu livro “The Ultimate Question”. O NPS é calculado com base em uma única pergunta que deve ser feita ao cliente:

Em uma escala de 0 a 10, quão provavelmente você nos indicaria para um amigo?

É importante medir o NPS ao longo do tempo: do on-boarding do cliente (início de uso) à recorrência – de tempos em tempos. Quem dá nota de 0 a 6 é classificado como “detrator”; os que dão nota 7 ou 8 são classificados como “neutros” e os “promotores” são as pessoas que dão notas 9 ou 10. O cálculo do NPS é a subtração do percentual dos detratores do percentual dos promotores. O valor pode variar de -100% a +100% e, é claro, as empresas buscam o maior número positivo possível. O autor do conceito do NPS ainda recomenda uma segunda pergunta:

Qual a razão para você nos dar essa nota?

O cálculo do NPS é usado por diversas empresas como KPI (Key Performance Indicator) dos seus produtos como é o caso do Facebook, Apple, Zappos, Intuit etc.

Antes do final do livro, Joca faz questão de diferenciar as atividades de um gestor de produtos com as dos gestores de marketing e de projetos. É importante essa diferenciação pois é comum ter sobreposição de atividades já que as estruturas organizacionais das empresas variam muito. Para evitar confusões, Joca explica a necessidade da matriz RASCI (Responsible, Accountable, Support, Consulted, Informed) para evidenciar as responsabilidades de cada um. Ele ainda lista sete dicas que um gestor de produtos deve colocar em prática.

Para fechar o livro, o autor cita a importância do relacionamento do gestor de produtos com as demais áreas de empresa (vendas, suporte, operações, financeiro, marketing, time de produtos, engenheiros e UX) e este é um ponto nevrálgico dessa atividade.

Depois de uma aula de gestão de produtos, Joca escreve sobre a diferença entre foco e diversificação de produtos. Ao decidir pela diversificação, a empresa precisa saber como gerenciar um portfólio de produtos – seja para atingir novos mercados, seja para lançar novos produtos. E aqui ele apresenta a técnica criada por Bruce Henderson: a Matriz BCG, na qual o autor classifica os produtos em 4 tipos/ grupos: apostas, estrelas, vaca leiteira e abacaxis.

Para fechar o livro, Joaquim Torres lista uma série de livros relacionados ao tema para quem quiser se aprofundar no assunto. O sumário completo você por ler aqui. É excelente!

Joca coordena a equipe de desenvolvimento dos produtos da Locaweb, com mais de 100 profissionais e mais de 30 produtos. Apesar de nossas empresas serem “concorrentes”, a concorrência se restringe apenas no nível de empresa. Somos colegas de profissão e existe respeito e admiração mútuo.

E aqui vão alguns textos relacionados e este post:

Por Roosevelt Nascimento Júnior


Livro Gestao Produtos

Gestão de Produtos – Como aumentar as chances de sucesso do seu software. Editora Casa do Código. Joaquim Torres.

Cuidar do andamento de um projeto de software é uma tarefa que requer diversos conhecimentos. Saber lidar com pressão de clientes, anseios do time de desenvolvimento, necessidades da equipe de vendas.

Como negociar prazos? O que deve ser desenvolvido primeiro no roadmap do meu produto? Como aumentar a retenção de usuários? Essas e várias outras questões perseguem o gestor de produtos no seu dia a dia. Neste livro, Joaquim Torres responde essas perguntas e mostra como é o dia a dia do trabalho de um gestor de produtos, mostrando todos os conceitos necessários para quem quer um dia ter esse papel na sua empresa.

Compre o livro “Gestão de Produtos – Como aumentar as chances de sucesso do seu software” na Livraria Cultura.

Instagram: uma maneira de compartilhar sua vida

O clique de 1 bilhão de dólares

O Instagram é um aplicativo de celular que cria um álbum de imagens da história do nosso tempo.

O termo é uma junção de “insta” de instant (tipo de câmeras vintage popularizada pela Polaroid) e o “gram” de telegrama. O APP foi comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão, em abril de 2012, e foi a primeira startup a chegar à casa do bilhão de dólares.

Camera Instant

A história por trás do APP é contada pelo jornalista Filipe Vilicic no livro “O clique de 1 bilhão de dólares” da Editora Intrínseca. Filipe organizou o livro de uma maneira muito inteligente, como numa contagem regressiva para a compra do aplicativo, e seu texto é fluido e muito bem escrito. Fruto de uma intensa pesquisa da história da empresa, descreve com riqueza de detalhes o ambiente competitivo, frenético e machista do Vale do Silício.

Mike Krieger

Mike Krieger

O personagem principal do livro é Michel Krieger, o Mike, aluno de uma escola internacional de São Paulo.

Sim! O Instagram também foi criado por um brasileiro.

Ele ingressou na Universidade de Stanford no curso de Symbolic Systems, que agrega disciplinas como psicologia, computação, linguística, filosofia e inteligência artificial. Esse curso tem como objetivo moldar empreendedores.

Outras duas personalidades cursaram esse mesmo curso e já foram temas nesse blog: Marissa Mayer e Elon Musk.

Não bastava Mike ter nascido em uma família abastada com uma série de oportunidades. Ele trabalhou muito e se destacou em todos os lugares pelos quais passou para atingir tal sucesso – e isso é tão importante quanto a “sorte”. Falei disso no post “Sorte e muito suor: receita do sucesso”.

Não basta você se chamar de empreendedor. Os outros têm de te chamar assim para você realmente virar um.

O que chama atenção é a quantidade de pessoas influentes e importantes do Vale que interagiram com os fundadores da empresa e são citados no livro. E aqui estou falando de Julio Vasconcellos – do Peixe Urbano, Isabel Pesce – a Bel do livro “A menina do Vale”, Jack Dorsey – o polêmico CEO do Twitter e do Square, a dupla famosa de investidores da Andreessen Horowitz, Mark Zuckerberg – CEO do Facebook etc.

Depois de ler tantos livros sobre startups e Internet, dá impressão que o Vale do Silício é pequeno, todo mundo se conhece e se tromba por lá. E deve ser mesmo!

A história é bem bacana e farei um breve resumo aqui…

Mike Krieger e Kevin Systrom deixaram passar diversas oportunidades de trabalhar no Google, Facebook, Twitter e até no Peixe Urbano.  Eles também “perderam” as oportunidades de ficarem milionários já que logo depois essas empresas fizeram IPO deixando os primeiros funcionários ricos. Focaram nos estudos e em trabalhos “temporários” durante a graduação: o primeiro foi programador no Meebo enquanto o segundo trabalhava em uma cafeteria.

Depois de alguns meses decidiram criar a startup Burbn – algo parecido com o Foursquare para fazer check-ins virtuais e avaliar os locais, com opção de enviar fotos e comentários sobre o lugar.

Aproveitando o boom dos serviços geolocalizados, o site chegou a receber investimento da Andreessen Horowitz, que foi noticiado pela TechCrunch como “(…)Back Stealthy Location Startup.” – uma espécie de spoiler no mundo das startups, dizendo que tinha gente grande (venture capital) investindo em serviços geolocalizados com fotos.

O problema é que esse site era confuso e não foi desenvolvido para celular.

Em uma viagem de final de semana, a namorada de Kevin sugeriu a utilização de efeitos especiais para deixar as imagens mais bonitas. Bingo! E assim surgiram os filtros. O autor do livro chama esse momento de “Eureka” dos dois aspirantes a milionários.

Como Mike e Kevin tinham experiência com imagens e fotografia (o primeiro sabia editar imagens e vídeos e o segundo fizera um curso de fotografia na Itália com uma instant), resolveram “pivotar” o produto, focando no que é mais importante e elementar: imagem e filtros. Pivotar, na linguagem das startups, significa uma mudança radical no rumo do negócio.

Sobrou pouco do Burnbn: o feed (fotos dos meus amigos), os elementos básicos de rede social (comentários e curtir), trending topics (fotos mais curtidas), o perfil do usuário, a câmera e os preciosos filtros.

O novo aplicativo tinha 3 ações básicas:

  • Editar fotos com filtro, simulando o que fazem as câmeras estilo vintage;
  • Compartilhar as imagens com amigos;
  • Explorar a rede (ver foto dos outros participantes do aplicativo).

Dia 16 de julho de 2010 a primeira foto foi publicada e assim nascia o Instagram.

Instagram
O primeiro desafio era fazer o Instagram rodar rápido. Já existiam outros aplicativos de fotos, mas eram lentos e a rede 3G da época não ajudava.

Mike resolveu isso de forma inteligentíssima: o carregamento da foto (upload) ocorria em segundo plano enquanto o usuário aplicava o filtro e descrição. Quando o usuário clicava em “Publicar”, a imagem aparecia no feed quase instantaneamente. Isso dava a impressão de que era mais rápido do que qualquer competidor. Genial! A decisão em fixar a resolução da imagem em 612×612 também ajudava no carregamento quase que imediato da imagem.

Antes do lançamento oficial, o TechCrunch publicou uma matéria intitulada “Distilled From Burbn, Instagram Makes Quick Beautiful Photos Social” fazendo o teaser do novo produto fruto do Burbn, destacando a velocidade de publicação das fotos e chamando isso de “molho especial”. Isso gerou um burburinho grande e, em outubro de 2010, no lançamento na Apple Store, o Instagram conseguiu 25.000 instagrammers – nome dado aos usuários daquele aplicativo. O crescimento de novos usuários foi vertiginoso e em apenas 2 meses o aplicativo atingiu a marca de 1 milhão de usuários.

O Facebook levou 10 meses para atingir este número e o Twitter 2 anos. Foi necessária a ajuda do especialista Adam D’Angelo, ex-CTO do Facebook, para deixar o site em pé, tamanho era o volume de acesso.

Quando a versão do aplicativo ficou pronta para o Android, o sucesso era tanto que em apenas um dia o Instagram conseguiu 1 milhão de novos usuários. O número de fotos publicadas saltou de 3 para 60 fotos por segundo. Em 14 meses, 400 milhões de mensagens tinham sido compartilhadas pelo Instagram.

Neste meio tempo diversos acontecimentos foram cobertos por instagrammers mundo afora: o terremoto no Japão e o uso do Instagram na campanha presidencial dos EUA foram os destaques.

Obama foi o primeiro candidato a usar as redes sociais com eficiência. Enquanto investiu 47 milhões de dólares, o candidato republicano investiu um décimo disso. Na ocasião, Mike foi convidado a visitar a White House e se encontrou com Michelle Obama.

Com o aumento do número de usuários, a crescente fama dos fundadores e a responsabilidade social que acabavam de ganhar, o Instagram gerou cobiça de investidores e começou uma guerra não declarada de quem iria comprar o aplicativo.

Os investidores da Andreessen Horowitz foram pegos de surpresa com o “pivoteamento” do Burbn e quase que de forma simultânea investiram no Picplz, que era um concorrente direto do Instagram. Jack Dorsey se julgava mentor de Kevin e por isso achava que teria direito de compra. E Mark Zuckerberg, é claro.

Zuckerberg sabia que o Facebook não estava preparado para o mundo do celular e não tinha a questão de fotos bem resolvida. Por isso não perdeu tempo e foi mais ágil e decidido ao oferecer a incrível quantia de US$1 bilhão pelo aplicativo.

O livro de Filipe conta em detalhes como foram os bastidores do processo de compra e diz que este episódio foi conhecido como “A traição do Instagram” e “A vitória do Facebook”.

O autor levanta questões por trás da motivação da compra e faz uma análise se o Instagram vale ou não o valor oferecido.

Se por um lado alguns analistas falavam de supervalorização apenas para matar um possível competidor que ainda não gerava um tostão, outra corrente diz que saiu barato – recentemente o Snapshat recusou a oferta de US$ 3 bilhões e o Whatsapp foi comprado por US$ 19 bilhões.

Como conclui o autor, era a chance do Facebook se posicionar no mobile e oferecer uma experiência melhor para as fotos. Ao reconhecer a própria mortalidade, o Facebook age dessa forma com as startups a fim de sobreviver e crescer. E talvez aí esteja o segredo do Facebook como empresa, para permanecer sempre atual.

O Facebook prometeu que não iria mudar o Instagram e continuaria independente. O livro traz na íntegra os comunicados enviados pelas duas empresas à época da contratação e faz um contraponto: após 1 ano da aquisição, o Instagram mudou os termos de uso, colocou propagandas e impediu as dezenas de aplicativos de usar os termos “insta” ou “gram” no nome. Esse fato foi muito comentado nos EUA, pois os fundadores até então incentivavam outros aplicativos associarem suas marcas ao Instagram e o crítico mais ferrenho que ganhou notoriedade foi Itay Adam com o post “Mike Krieger matou minha startup”.

E você caro leitor, usa o Instagram? Aí vai o meu:

Instagram ranjunior

 


instagram-capaEm “O clique de 1 bilhão de dólares”, o jornalista Filipe Vilicic conta como o brasileiro Michel virou Mike, e traz à luz os detalhes da surpreendente negociação de Kevin Systrom (principal acionista do Instagram) com Mark Zuckerberg, durante a Semana Santa de 2012. Como pano de fundo, ele descreve com precisão o ambiente competitivo frenético do Vale do Silício e a disputa pela compra do Instagram.

Compre o livro “O clique de 1 bilhão de dólares” na Livraria Cultura.

 

 

 

Por Roosevelt Nascimento

Elon Musk – um soco no estômago das indústrias aeroespacial, automotiva e de energia

Os avanços tecnológicos dos anos 60 foram fortemente pautados pela NASA durante a corrida espacial. Na década seguinte, tivemos o boom da eletrônica atingindo o mercado das grandes massas – as TVs em cores, por exemplo. Na década de 80 tivemos o boom das automações em escala industrial, início da informatização, videogames, fitas cassete, gravadores e reprodutores VHS. Nos anos 90 veio o boom do software com a popularização dos computadores, MS-DOS, Windows e globalização (leia-se aqui: terceirização). Nos anos 2000 o boom da Internet, produtos e serviços digitais – e aqui estamos falando basicamente de software.

A tecnologia ao longo dos anos

A tecnologia ao longo dos anos

O novo milênio trouxe uma aproximação entre hardware, software e design. O maior expoente é a Apple, com o Steve Jobs apresentando ao mundo os novos MACs e o iPod. Isso foi um marco para indústria de design: design de hardware, design de software e design de usabilidade. Na esteira vieram o iPhone, iTunes, iPad e uma infinidade de produtos que empurrariam as fronteiras da evolução tecnológica ao limite.

Steve Jobs promoveu uma revolução em 3 indústrias distintas: na de computadores, na de telefonia e de entretenimento.

Desde então, o mundo nunca mais seria o mesmo.

Hardware e Software ganhariam o mesmo nível de importância e preocupação nos novos projetos e isso foi tremendamente popularizado com o surgimento do Arduíno, Rasberry Pi e outras tantas iniciativas destinadas a ensinar e facilitar a integração entre o mundo físico (hardware) com o mundo lógico (software). E começaram a surgir produtos que até então faziam parte de livros de ficção científica: drones, Nest, carros autônomos etc.

O Vale do Silício é o berço de inovações nos Estados Unidos. De lá surgem Yelps, Facebooks, Squares, Twitters, Instagrams, Googles e uma infinidade de empresas da nova economia – e entre elas a Zip2 e a Paypal, de um sul africano erradicado nos EUA, chamado Elon Musk.

Elon Musk

Elon Musk

Musk sofria bullying quando criança, pois era um nerd aficionado por leituras e foguetes. Com uma infância sofrida, conseguiu “fugir” para os Estados Unidos para estudar. Antes deu uma parada no Canadá, trabalhando em uma fazenda, até que chegou a Stanford, para cursar o famoso curso “Sistemas Simbólicos” – curso que integra ciência de computação, design, psicologia e filosofia. Já passaram por esse curso Marissa Mayer (CEO do Yahoo!), Mike Krieger (Co-founder do Instagram), Reid Hoffman (CEO do Linkedin), Scott Forstall (SVP do iOS da Apple), Chris Cox (VP do Facebook) entre outros.

Sua primeira startup – a Zip2 – era uma junção primitiva do Google Maps com Yelp (ambas ainda não existiam). Musk concebeu muitas das primeiras iniciativas que mais tarde se popularizariam na Internet: diretórios, mapas e sites de mercados verticais. Em 1999 a Compaq comprou a Zip2 por 307 milhões de dólares e Musk embolsou US$ 22 milhões.

Então milionário no mundo digital, Musk investiu quase todo dinheiro na X.com, com objetivo de inovar no mundo dos Bancos Online, um mercado borbulhante com a crescente demanda de e-commerce, mas totalmente estagnado, regulamentado e moroso em termos de inovação. Acabou comprando a empresa Confinity de Peter Thiel e Max Levchin, que estava desenvolvendo o PayPal. Apesar da conturbada relação de Musk com os demais sócios, PayPal abriu capital em 2002 e logo na sequência foi comprado pelo eBay, pela bagatela de US$1,5 bilhão. Naquela ocasião, Musk embolsou mais de US$ 300 milhões.

Multimilionário, Elon Musk poderia criar outros tantos produtos de Internet, mas ele queria mais. Muito mais do que o Vale do Silício poderia lhe proporcionar em termos de Internet.

As melhores mentes da minha geração estão pensando em como fazer as pessoas clicarem em anúncios e isso é um saco – Jeff Hammerbacher.

Musk quer transformar a raça humana em uma espécie interplanetária.

Musk quer colonizar Marte.

Uma ideia um tanto quanto ousada, quanto maluca.

Queríamos carros voadores e, em vez disso, recebemos 140 caracteres – Peter Thiel.

Com objetivo de encontrar uma forma de preservar a raça humana, Musk começou a defender ferozmente a necessidade de trocar a matriz energética mundial, baseada em combustíveis fósseis, por energia limpa: a energia solar. E começou a colocar em prática sua maluquice: investiu US$100 milhões na SpaceX, US$70 milhões na Tesla e US$10 milhões na SolarCity.

A missão da SpaceX era emergir como a “Southwest Airline do Espaço” com voos low cost para colocar satélites em órbita, abastecer a estação espacial internacional (ISS) e levar o homem a Marte.

O modelo da Tesla era mais que uma afronta ao modo como as montadoras e concessionárias fazem negócio. Era uma aposta sutil no modo como os carros elétricos representam uma nova maneira de pensar o automóvel: 100% elétricos, eficientes, potentes, acessíveis, bonitos e como se fossem gadgets (um aparelho que melhorava depois de comprado, podendo ser atualizado e revisado online à distância).

A SolarCity vem com a proposta de substituir a matriz energética pela energia solar. O custo de instalação de painéis solares é altíssimo e nem sempre o investimento se pagava. A SolarCity instala de graça os painéis e o excedente é comercializado para o governo.

Por que um milionário do Vale do Silício apostou toda sua fortuna em 3 segmentos que estavam estagnados há décadas, que tinham competidores pesados e fortemente financiados pelos governos e altamente regulamentados?

E aqui vale listar alguns aspectos que colocavam Elon Musk cada vez mais na categoria “louco de carteirinha”:

Nenhuma empresa privada tinha recursos financeiros, capital humano e conhecimento técnico para levar um foguete ao espaço. Quiçá um humano. Essa indústria era dominada pela NASA com forte incentivo do governo americano e vinha perdendo espaço ano após ano para outras nações como é o caso da Rússia e da China. Veja bem: estamos falando de nações! Países! Elon queria competir com países!

A indústria automobilística americana estava estagnada há décadas e a cidade Detroit é a maior prova disso. A Califórnia nunca teve tradição na indústria automotiva e havia claramente um incentivo à utilização dos combustíveis fósseis em detrimento à energia limpa – basta olhar o tamanho e o poder de lobby da indústria bélica, da indústria militar, das empresas Shell, Exxon  etc. Todo o conflito no Oriente Médio tem uma motivação financeira por trás, não é mesmo?!

A matriz energética dos EUA se baseia no combustível fóssil (petróleo) e no gás (xisto). Todos estes setores são fortemente regulados com concessões e muitos interesses. Investir em energia limpa – especialmente energia solar – não era interessante do ponto de vista econômico e nem do político…a curto e médio prazo.

E o mais louco de tudo: ele quis construir tudo do zero, sem fornecedores externos. Ele queria competir com os chineses.

Elon faz questão de ter o máximo de controle em suas mãos: prazos, qualidade e custos. E é aficionado em custos: todas decisões são baseadas na relação “taxa de queima de capital”. Ele sabe quanto custa sua equipe e as decisões são baseadas em quanto de retorno irá trazer versus custo de produção. É comum achar caro e reprovar a compra de uma peça por US$2.000 e ao mesmo tempo aprovar um voo emergencial por US$90.000 “apenas” para entregar uma peça na ilha Kwaj, base de lançamento dos primeiros testes de foguetes – neste exemplo, o custo da equipe parada na ilha à espera da peça era maior que o custo da viagem.

Seu ritmo de trabalho era alucinante e exigia o mesmo de seus funcionários. Trabalhava de 80 a 100 horas por semana e, segundo ele, em quatro meses produzia o que qualquer um levaria pelo menos 1 ano. Isso trouxe consequências devastadoras para sua vida pessoal, para os funcionários, parceiros, investidores e em seus relacionamentos amorosos, evidentemente.

Musk pôde estabelecer metas mais agressivas do que qualquer outro executivo da história. Ele levou o modus operandi  do mundo das startups para as indústrias aeroespacial, automotiva e energia. Pensamento Lean, entrega rápida, melhoria contínua, baixo custo, melhores engenheiros, redução de burocracia, baias ao invés de salas fechadas etc.

Com muitos altos e baixos, conseguiu salvar suas empresas da falência diversas vezes. Ora por ajuda de amigos investidores (ex: Larry Page), ora por sorte (ex: ganhou uma concorrência para entregar de suprimentos da NASA para a ISS, sem mesmo ter atingido a órbita).

E Elon Musk está conseguindo entregar o que prometeu.

Apesar de nem sempre cumprir os prazos prometidos, suas empresas estão fazendo os maiores avanços que as indústrias espacial, automotiva e energética não haviam visto em décadas.

A Space X

Space X

Hoje a SpaceX é a melhor esperança dos EUA voltar a desenvolver sua capacidade de levar pessoas ao espaço. A companhia faz por si de 80% a 90% de seus foguetes, motores, equipamentos eletrônicos e outros componentes – tudo isso em solo americano. Apesar de algumas explosões, foi a primeira empresa privada a colocar um foguete em órbita.  Foi a primeira empresa privada a colocar satélites de outros governos em órbita. Foi a primeira empresa privada a abastecer a ISS no espaço. Tudo isso por um custo bem menor do que qualquer outro governo tinha.

Dragon - veículo espacial da SpaceX

Dragon – veículo espacial da SpaceX

E fez o mais incrível: conseguiu lançar um foguete, colocar satélites em órbita e pousar de pé no mesmo local onde fora lançado. Essa é uma conquista e tanto, pois mais de 95% do custo de um lançamento recai sobre o foguete que até então era descartado. O barateamento do lançamento é o primeiro passo para tornar acessível a ideia de fazer vários lançamentos durante um mês e, quem sabe, colonizar Marte. Imagine o custo de uma viagem de navio ou voo comercial se para cada viagem fosse necessário descartar o transporte utilizado. Até então era assim que a indústria aeroespacial trabalhava.

Para ter ideia de ordem de grandeza, um lançamento para a ISS girava na casa de US$1 bilhão de dólares e a SpaceX está se esforçando para trazer esse custo para casa do US$1 milhão. Uma diferença gigantesca!

É bem verdade que tem aparecido algumas empresas privadas querendo entrar neste mercado bilionário, como é o caso da Blue Origin de Jeff Bezos e a Virgin Galactic de Richard Branson, mas Musk já está bem à frente nessa corrida. Ele aspira muito mais do que turismo espacial, Musk quer colonizar Marte.

O objetivo de enviar um homem a Marte é muito mais inspirador do que aquilo que outros estão tentando fazer no espaço. É essa ideia de voltar ao futuro. Houve uma grande redução do programa espacial e as pessoas abandonaram a visão otimista do futuro que tínhamos no início dos anos 1970. A SpaceX mostra que há um caminho para voltar a esse futuro. Há um grande valor no que Elon está fazendo – Peter Thiel.

Assistir aos vídeos dos lançamentos da SpaceX no Youtube é emocionante. Dá para sentir o orgulho e vibração dos funcionários de cada etapa sendo cumprida com sucesso, a ponto de, em coro, gritarem “USA! USA! USA!”. É patriótico para eles.

A Tesla

Tesla

A Tesla, com sua missão de desenvolver um carro 100% elétrico, eficiente, bonito e potente (faz de 0 a 100km/h em menos de 4 segundos), dividiu seu objetivo em 3 fases: a primeira é tirar a ideia do papel com um carro de custo alto (acima dos US$100 mil). A segunda fase é fazer um modelo mais avançado com preços em torno de US$75mil (fase atual). E a última é fazer um carro para a grande massa ao preço de US$35 mil.

E o carro é bonito, viu?! O carro tem chassi 100% em alumínio, tem design agressivo, é inteiramente computadorizado e cheio de touch screen. Não é como os “kinder ovo” lançados pelas montadoras jurássicas, como gosta de falar Musk.

Tesla - Modelo S

Tesla – Modelo S

O proprietário tem sempre a melhor versão disponível – na Tesla não há aquela ideia de “modelo do ano” e nem aquelas revisões programadas, troca de óleo etc e tal. Assim que uma melhoria é implementada, ela já vai para as ruas. Em alguns casos, a atualização – ou revisão – é feita remotamente pela internet. Houve relatos, por exemplo, de que o limpador de para-brisa era mais veloz do que o normal. Enquanto os proprietários dos carros dormiam, a Tesla corrigiu o software e atualizou o sistema remotamente, assim como você faz com seu celular, tablet ou computador.

Elon Musk criou o equivalente automotivo do iPhone.

E mais: ao comprar o carro, o proprietário nunca mais terá que pagar por combustível. A Tesla espalhou pelos Estados Unidos postos de abastecimento de forma gratuita para seus clientes. Hoje já é possível cruzar o país de costa a costa – veja o mapa de abastecimento. A Tesla promete que 30 minutos de carregamento dá autonomia de 300km de viagem.

E adivinha como são carregadas essas baterias? Energia solar. Bingo!

A Tesla ainda desenvolveu um sistema de captura e estoque de energia solar que se assemelhava a uma geladeira e hoje está muito mais para um aquecedor a gás. Esse equipamento, chamado de Powerwall, armazena energia para carregar o carro ou até mesmo o consumo da casa, reduzindo drasticamente o custo da energia elétrica. Hoje a Tesla, em parceria com a Panasonic, está desenvolvendo o maior projeto de produção de baterias avançadas usando Li-Ion e a maior fábrica de energia solar, a Gigafactory.

Os fabricantes de automóveis precisarão de anos para produzir um concorrente real e, mesmo assim, pode ser que não venham a ter um suprimento de baterias disponível para seus veículos, pois aqui entra a terceira grande tacada de Elon.

A SolarCity

SolarCity

A SolarCity oferece instalação de painéis solares gratuitamente cobrando dos seus clientes uma porcentagem em cima da economia de consumo elétrico. O excedente é comercializado para as concessionárias do governo, responsáveis em distribuir energia. Pela primeira vez nos EUA uma empresa privada está quebrando o monopólio de geração e distribuição de energia pelo país.

É a primeira iniciativa mundial, tocada por uma empresa privada, para trocar a matriz energética por energia solar.

SolarCity panels

Painéis solares da SolarCity

Musk detém a empresa líder na tecnologia de transformar a energia solar em energia elétrica, com fins comerciais, mudando a indústria energética daquele país. Esse conhecimento é usado para evoluir e aprimorar o armazenamento e abastecimento da maior frota de carros elétricos e está revolucionando a indústria automobilística. Por fim, todas essas melhorias estão sendo alcançadas e puxadas pela maior empresa privada aeroespacial.

SolarCity é parte essencial do que pode ser chamado de “teoria de campo unificado de Musk”. Todos seus negócios estão interligados a curto e longo prazo.

É comum encontrar comparações e analogias entre Elon Musk e Tony Stark, criador humano do Homem de Ferro. Sim, parece que a ficção está imitando a realidade ou vice-versa. A propósito: Robert Downey Jr, que interpretou Stark nos cinemas, conheceu Elon antes das filmagens e se tornaram amigos a ponto de Musk fazer uma “ponta” em seu segundo filme.

Apesar de toda admiração e legado que vem construindo, devem existir vários “cadáveres no armário” – expressão usada quando existem (e devem existir mesmo) desvios de caráter, informações falsas, omitidas e toda sorte de acontecimentos que não são de conhecimento do público.

Elon Musk não é uma pessoa fácil e vem colecionando uma série de inimigos e desavenças com ex-funcionários e ex-sócios.  Ele parece se importar com a espécie humana como um todo, sem considerar as vontades e necessidades individuais. E pode ser que esse seja exatamente o tipo de pessoa necessária para tornar real a colonização de Marte.

Para mim, a pior característica de Elon, de longe, é sua completa falta de lealdade ou conexão humana – ex funcionário.

De qualquer forma nossa geração, mais uma vez, tem o privilégio de vivenciar uma época em que um indivíduo está promovendo uma evolução de forma gradual e constante em três indústrias distintas: aeroespacial, automotiva e energética.

Muito mais grandioso e impactante do que Steve Jobs. Só o tempo dirá se isso será verdade.

E mais inovação vem por aí. Musk já começa a divulgar o Hyperloop, a Internet estelar e outras tantas novidades.

Assista a entrevista de Elon Musk para Chris Anderson no TED, realizado em fevereiro de 2013.

 


 

Mas a verdade é: Homer Simpsons é quem está por trás de todas inspirações de Elon Musk, segundo o 12º episódio da 26ª temporada do desenho  😉

Elon Musk no episódio dos Simpsons

Elon Musk no episódio dos Simpsons

 


Elon Musk

Elon Musk: como o CEO Bilionário da Spacex e da Tesla Está Moldando Nosso Futuro

Para saber mais detalhes de como as indústrias aeroespacial, energética e automotiva estão passando por uma revolução, recomendo a leitura do livro “Elon Musk: Tesla, Space-X, and the Quest of a Fantastic Future,” (Elon Musk: como o CEO Bilionário da Spacex e da Tesla Está Moldando Nosso Futuro).

Musk é o empreendedor mais ousado de nosso tempo. Poucos nomes de nossa história se equiparam à sua visão engenhosa e ao seu dinamismo incansável. Ele é o homem por trás do PayPal, da Tesla Motors, da SpaceX e da SolarCity, todas companhias responsáveis por verdadeiras revoluções na indústria e no meio corporativo americanos.

Compre o livro Elon Musk: Tesla, Space-X, and the Quest of a Fantastic Future” na Livraria Cultura.

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